Na vida cristã há três temperaturas espirituais: Um coração ardente (Lucas 24:32; Atos 26:7; Romanos 12:11), um coração frio (Mateus 24:12), e um coração morno (Apocalipse 3:16).
Frio é um estado de desconforto, de solidão (Eclesiastes 4:11b). Representa o estado da pessoa sem Cristo, que por desconhecer a Verdade não percebem que há algo errado e que, consequentemente vivem de acordo com a própria vontade e entendimento. (Provérbios 14:12; Efésios 2:12; 4:18)
Quente é um estado de conforto, de comunhão (Eclesiastes 4:11a). Representa o estado da pessoa com Cristo, que tem amor para com Ele, para com os irmãos e para com o próximo, que por conhecer a Verdade anda em temor e busca conhecer a vontade de Deus para obedece-la. (Salmos 40:8; João 15:10; Romanos 12:1,2; Efésios 6:6)
Deus quer que seus filhos sejam quentes: "No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor;" (Romanos 12:11). Neste verso observamos que “a manutenção da temperatura” está relacionada a vigilância quanto ao zelo, o qual não pode ser negligenciado.
"servindo a Deus fervorosamente de noite e de dia" (Atos 26:7), requer constância e perseverança.
"Assim, porque você é morno, não é frio nem quente, estou a ponto de vomitá-la da minha boca." (Apocalipse 3:15,16)
Morno é um estado de indefinição, uma mistura do frio e do quente, do mundanismo e da piedade. Representa a pessoa que é religiosa o suficiente para não desprezar a Cristo, mas que é mundana o suficiente para não se comprometer totalmente. (Salmos 5:4; Provérbios 20:23; Ezequiel 20:7; Amós 3:3; Mateus 6:24a, 7:16-18; Romanos 8:8; Gálatas1:10; Efésios 6:6; 1 Coríntios 7:32; Tiago 3:10-12; 4:4).
A igreja e o crente mornos são aqueles que transigem com o mundo e, em comportamento, se assemelha à sociedade ímpia ao seu redor; professa o cristianismo, mas, na realidade, é espiritualmente indistinta. É um amor DESCOMPROMISSADO, que alega ter um compromisso de amor com Cristo, mas que negligencia o amor à verdade e à obediência a ela...algo muito comum nos dias atuais, em que a igreja vive o seu momento laodicence, o seu estágio final, antes do arrebatamento, após o que, essa igreja nominal, de crentes de IBGE, será vomitada (rejeitada) e entrará na tribulação.
"E este é o seu mandamento: Que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo E QUE nos amemos uns aos outros, como ele nos ordenou." (1 João 3:23)
Crer por crer até demônios crêem e tremem, e os falsos pastores que operam milagres em Nome de Cristo, tão comuns hoje, Jesus dirá que não os conhece e os chamará de praticantes da iniquidade...
Apenas crer é um Evangelho incompleto, a fé precisa ser acompanhada de obras de amor e obediência, caso contrário é uma fé morta e inóqua...essa é a fé de Laodicéia.
Esse amor descompromissado e negligente de Laodicéia, é o desabrochar final de algo que começou lá em Éfeso, quando a igreja estava em seu primeiro estágio:
"Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor." (Apocalipse 2:4)
A essência do Evangelho e da vida cristã é O AMOR.
Nada do que for feito que não seja motivado pelo amor é feito em vão e inútil.
A MORNIDÃO DE LAODICÉIA É O EVANGELHO DILUÍDO.
A CONSUMAÇÃO ECLESIASTICA DO PROBLEMA INICIAL, DE ÉFESO, O ABANDONO DO PRIMEIRO AMOR.
O problema de Éfeso, é que a igreja passou a testemunhar pelo testemunho, e não pelo amor, e isso a desconectou da motivação sine qua non, ela abandonou a motivação necessária e se apegou á obra (que era volumosa e operacional - Apocalipse 2:2,3).
Aquilo que germinou em Éfeso, como um Evangelho praticado com zelo, mas sem motivação no amor que se dá, floresce plenamente nos tempos finais, em Laodicéia, como um Evangelho operacional e de boca, porém oco, porque não tem em si a obediência amorosa...
"Quem me ama guarda os meus mandamentos" (João 14:15,21)
A IGREJA DE HOJE É INDISTINTA E DESCOMPROMISSADA COM A ESSÊNCIA DO EVANGELHO PRÁTICO: A OBEDIÊNCIA.
ENTÃO, A IGREJA EM SUA SÉTIMA FASE, É UMA IGREJA QUE NÃO AMA, POIS SE RECUSA A OBEDECER...
Se não ama, é fria. Mas como professa Cristo, é "quente"...daí a mornidão.
A frase "quem ama guarda os seus mandamentos" é uma instrução bíblica central de Jesus em João 14:15, 21, 23-24, indicando que a obediência amorosa, e não apenas o sentimento, é a verdadeira prova de amor a Deus. Guardar os mandamentos é visto como um ato de amor, lealdade e sacrifício, trazendo a promessa de amor do Pai e a presença de Cristo na vida do crente.
"Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade." (1 João 3:18)
O amor é prático, o amor é ação, o amor é obediência.
Quem já experimentou andar no Espírito sabe que passamos a viver momentos de absoluto desinteresse por si mesmo e total e genuína preocupação pela condição e pela situação das pessoas que estão ao nosso redor. Chega a ser espantoso o sentimento de extrema empatia que se vivência...isso é o amor genuíno, fruto do Espírito que é produzido naquele que se entrega em sincera obediência, pois a manifestação do amor é a reprodução do caráter de Deus, porque Deus É amor!
Satanás é capaz de imitar e falsificar qualquer coisa da vida cristã: a luz, o comportamento externo, os milagres, as emoções, os louvores e a adoração, os discursos e pregações,,,mas o amor isto é impossível para ele, "porque ele nada tem de mim" (João 14:30) e, "Deus é amor" (1 João 4:8).
"Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos." (1 João 3:16)
Que nesta época de tanto egoísmo e auto-centralização, que possamos viver o evangelho em sua essência: O AMOR OBEDIENTE E PRÁTICO.
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