quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

A carta a igreja de Sardes

 SARDES (restante, remanescente, os que escapam)

“Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Estas coisas diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.” (Apocalipse 3:1)

Sardes fora a capital de Lídia e era famosa por suas riquezas ilimitadas.

A igreja de Sardis evidentemente tinha uma reputação entre as igrejas.

Esta igreja e esta cidade tinham feito para si um nome, pois era uma cidade riquíssima, na época de João, além de ser um centro comercial conhecido pela manufatura têxtil e tinturaria (por si só, empreendimentos bastante rentáveis na época), seus arredores possuíam imensos vinhedos, produtores de vinho para todo o império, e também se destacava pela ourivesaria e pela joalheria. Seu último rei, antes da dominação persa, por Ciro (em 546 aC) fora Creso (a quem a história liga o mito de Midas), na época existia até um ditado “rico como Creso”, pois se fazia a exploração das areias auríferas do Rio Pactolo, afluente do Hermo onde, segundo a lenda, se banhara o Rei Midas (que transformava em ouro tudo o que tocava). Sem dúvida, uma cidade de renome!

O sítio da antiga Sardes é totalmente coberto pela moderna vila de Sart (que se chamava Sartmahmut antes de outubro de 2005).

Mas, Cristo enfatiza a grande divergência entre como a igreja e a cidade de Sardes aparece para os homens e como ela se apresenta para Deus (que é exatamente o oposto em 2:9b, onde Esmirna é pobre aos olhos do mundo, mas rica aos olhos de Deus).

Da mesma forma que a igreja histórica era financiada e composta por cidadãos ricos que viviam no luxo e no conforto, o movimento protestante do século XVI (a quem Sardes representa profeticamente) também era apoiado e financiado pelos poderosos e endinheirados do norte da Europa, ávidos por se verem livres das extorsões e da influência de Roma.

A ÊNFASE DO TÍTULO ESTÁ NA REVIVIFICAÇÃO.

A igreja, por definição, deve estar viva. É um lugar onde Deus vive, onde vive Cristo, onde o Espírito Santo vive, onde os crentes estão vivos. Eles ganharam vida. Uma igreja deve ser a comunhão daqueles que possuem a vida eterna.

Não esta igreja. Esta igreja está morta, e a ênfase ali é sobre a sobre morte espiritual.

Como a Igreja chegou a essa situação?

Ela deixou seu primeiro amor, errou o foco e se desmotivou como Éfeso, cortejou o mundo como Pérgamo, tolerou o pecado e até o defendeu como Tiatira, e agora, o pecado assumiu o controle e a igreja está cheia de morte.

Não há vida real, é tudo uma farsa. (Salmos 50:16,17; Isaías 29:13; Sofonias 1:5; Malaquias 1:6; Mateus 15:8; 21:28,29; Marcos 7:6, Lucas 6:46; Tito 1:16; Tiago 2:14,26; 1 João 1:6; 3:18) “tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder” (2 Timóteo 3:5)

O que não estava morto, estava prestes a morrer......

Em Mateus 21:19 temos o tipo de representação que o Senhor dá para esse tipo de situação: muitas folhas (religiosidade), mas nenhum fruto.

Como em todas as sete cartas, a forma como o Senhor se apresenta a cada uma é bastante pertinente e apropriada a situação que cada uma está enfrentando em particular.

Sendo Sardes uma igreja que está morta,* ela precisa da ação do Espírito Santo, que é o agente vivivficador (Ezequiel 37:9; João 6:63; 7:38,39; Romanos 8:2,10; 1 Coríntios 15:22), daí que Cristo se apresenta a ela como Aquele que tem a totalidade do Espírito de Deus e, se o Espírito é que vivifica, Jesus Cristo é o vivificador, pois ambos são Um (1 Coríntios 15:45; Filipenses 1:19; Gálatas 4:6; Efésios 4:4).

[*existem outras situações nas Escrituras em que apesar de haver vida exterior (βίος – bios), não há, no entanto, vida interior (ζῆς – zēs) – Mateus 8:22; 1 Timóteo 5:6].

A descrição da apresentação de Cristo a Sardes não é tirada da visão do Glorificado do capítulo 1, o Senhor aqui se identifica como aquele que possui a plenitude do Espírito, e que possui também os ministros, os líderes da igreja.

O autor é aquele que dá o Espírito Santo à igreja e a conduz soberanamente por meio de ministros fiéis, igualmente cheios do Espírito.

O Senhor se identifica como Aquele que tem e que dá o Espírito, porque é exatamente isso que está faltando: a presença do Espírito Santo.

Aqui, o Senhor não tem o que julgar, criticar ou repreender, não como alguém que é onisciente e vê tudo com olhos de fogo, nem com pés de bronze polidos para pisar em julgamento em Sua igreja e nem como quem tem uma espada afiada...Não há julgamento aqui porque esta é uma igreja morta.

Aqui está uma igreja sem o Espírito Santo, em geral, e cujos líderes não são regenerados. E se esses ministros não possuem o Espírito então são incrédulos (Romanos 8:9) dirigindo igrejas...resultado: uma igreja morta. Sem influência, sem testemunho, que morre e deixa morrer.

Ele se apresenta como Aquele que dá vida, que dá o Espírito Santo, que dá o novo nascimento, essa igreja precisa de vida.

Sua descrição para Sardes é como Aquele que possui a PLENITUDE (7) do Espírito (E repousará sobre ele o Espírito do Senhor (1), o espírito de sabedoria (2) e de entendimento (3), o espírito de conselho (4) e de fortaleza (5), o espírito de conhecimento (6) e de temor do Senhor (7) – Isaías 11:2).

Uma descrição que vem de Apocalipse 4:5 (sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus) e de Apocalipse 5:6 (sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra)

Mas o detalhe interessante é que Ele também cita as sete estrelas, que como já foi revelado (1:20), simbolizam os mensageiros ou responsáveis pelas igrejas locais, do que podemos concluir que a situação espiritual da igreja de Sardes (e das igrejas locais em geral) é de responsabilidade daquele que a assumiu e que a guia (Hebreus 13:17).

Desprovida da atuação e do poder do Espírito e desprovida de líderes espiritualmente sadios e cheios do Espírito, a igreja estava morta.

Observamos na carta que não existe oposição, não existe perseguição: falsos apóstolos não são citados, nem nicolaítas, nem sinagoga de Satanás, nem Balaão, nem Jezabel...o Diabo não se importa com essa igreja, pois o objetivo final foi alcançado: ele a matou!

“Sê vigilante e consolida o resto que estava para morrer, porque não tenho achado íntegras as tuas obras na presença do meu Deus. Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te. Porquanto, se não vigiares, virei como ladrão, e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti.” (Apocalipse 3:2,3)

A cidade de Sardes era considerada uma fortaleza, construída no alto de uma montanha, e era muito difícil de capturar, exceto por negligência dos defensores:

A rocha sobre a qual Sardes foi construída era friável, o que significa que embora as encostas fossem íngremes, devido às fissuras e falhas, era escalável.

A cidade foi capturada por Ciro, o persa, um dos seus soldados notou um soldado de Sardes descendo essa encosta para recuperar um capacete que ele havia deixado cair e concluiu que as encostas eram acessíveis ​​naquele local específico. De modo a noite, ele liderou um grupo de tropas persas até a cidadela, seguindo a falha na rocha. Quando chegaram às ameias, encontraram a cidade desprotegida, pois os sardos se consideravam seguros demais para precisar de guarda, seus habitantes descansavam indiferentemente em sua suposta inexpugnabilidade...

Surpreendentemente, Sardes não aprendeu com a experiência, pois dois séculos depois (214aC) um dos soldados de Antíoco III repetiu essa façanha e novamente liderou a captura de uma cidade desprotegida que havia resistido ao cerco por um ano.

Por duas vezes, os sardos perderam sua cidade porque eram complacentes demais para vigiar!

Este pano de fundo histórico fundamenta a recomendação de Cristo para vigilância (Apocalipse 3:2,3) aludindo ao meio pelo qual a cidade foi perdida duas vezes antes – pela surpresa de um ladrão à noite.

Este aviso não se destina aos verdadeiros crentes nascidos de novo da igreja, mas aos membros não regenerados, os crentes nominais, pois Cristo nunca vem sobre a verdadeira Igreja como ladrão (1 Tessalonicenses 5:1-10 - "Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia como ladrão vos apanhe de surpresa").

não tenho achado íntegras as tuas obras”, o texto diz que existia uma certa atividade na igreja, obras, mas atividade em si não é, necessariamente, indicador de vida espiritual, pois essa atividade pode ser vazia de motivação (Isaías 29:13; 58:1-7; Jeremias 3:10,11; Ezequiel 33:31-33), ou ter a motivação equivocada (Mateus 23:5,28).

O contexto indica que a motivação de Sardes estava equivocada, eram obras feitas para agradar ou impressionar os homens e, portanto, sua motivação foi fatalmente falha. Nisso, a igreja da Sardenha estava seguindo os passos dos líderes religiosos dos dias de Jesus.

Íntegras é πεπληρωμένα (peplērōmena) em vez de τέλεια (teleia, que seria algo feito no poder do Espírito); indicando trabalhos previamente preparados e nomeados, ou seja, premeditados.

Diante dos homens, as obras eram impressionantes e deram um nome à igreja, mas diante de Deus elas eram madeira, feno e palha, deixando suas verdadeiras obras designadas por Deus (Efésios 2:10) não realizadas (o que seria um segundo sentido para o uso de peplērōmena no texto, ou seja, Deus premeditou e preparou as obras de antemão, mas...).

Suas obras também são declaradas não perfeitas, literalmente, “não cumpridas”, ou seja, não alcançando a plena extensão da vontade de Deus. Suas obras foram curtas, tanto em motivo quanto em execução, e eles são exortados a aproveitar ao máximo a oportunidade de serviço e testemunho. 

Lembra-te”, a semelhança de Éfeso, Sardes é exortada a se lembrar de como era antes, e de como e quando se iniciou o afastamento da Verdade, nos dois casos, a desatenção teve um papel significativo em seu afastamento da vida em direção a morte (Hebreus 2:1).

No caso de Éfeso, a receita para a restauração era, “lembra, muda de comportamento e volta a praticar as primeiras obras”, aqui em Sardes é “lembra o que recebeu (a Palavra), guarda (obedece) e muda de comportamento”, pois não existem obras vivas para as quais voltar...tudo o que foi feito antes foi inútil, pois foi feito sem vida, fora da ação do Espírito e da Palavra (João 15:5), por isso a ordem é guardar (obedecer) pois isso é que mudará o comportamento e gerará obras de vida.

“Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas.” (Apocalipse 3:4)

Como o próprio nome da cidade e da igreja diz, existe um “resto que estava para morrer” e, “umas poucas pessoas que não contaminaram a suas vestes”.

Haviam umas poucas pessoas levando vidas puras, saudáveis, semelhantes a Cristo em meio à corrupção. Eles não contaminaram suas vestes. (o interessante é que o Senhor, como em todas as cartas, continua falando em uma linguagem que lhes é peculiar, pois ao falar “que não contaminaram as suas vestes”, Ele está dizendo: que não mancharam os seus tecidos, já que esta cidade era uma cidade que trabalhava com têxteis e tinturas...)

Deus SEMPRE terá os seus poucos, crentes entre os incrédulos.

As vestes nas Escrituras falam de JUSTIÇA. A roupa cobre a nudez, o que nos lembra da palavra hebraica para expiação, כֻפַּר [ḵuppar]: “ser coberto”. A justiça supera e cobre o pecado.

A justiça humana é comparada a trapos imundos (Isaías 64:6); as vestes de linho finíssimo, resplandecente e puro, são os atos de justiça dos santos que foram galardoados, pois feitos no Espírito (Apocalipse 19:7 “a si mesma se ataviou”,8); as vestes brancas que Deus concede em Cristo falam de justiça imputada (Gênesis 3:21; 2 Crônica 6:41; Salmos 132:16; Isaías 61:10; Gálatas 3:27).

Definitivamente, o problema de Sardes é com a doutrina da justificação, por ironia justamente o ponto teológico que foi discutido com Tiatira e que gerou o seu momento dispensacional...

A carta diz que alguns poucos em Sardes não contaminaram as suas vestes, e o Senhor os declara dignos por isso. Aqui precisamos separar as coisas, pois quando Deus chega a declarar a dignidade humana (Mateus 10:10; 22:8; Lucas 20:35; 21:36; 2Tessalonicenses 1:5,11) não o está fazendo em termos absolutos, mas relativos. Essa não é uma verdade posicional, mas situacional.

Posicionalmente, as vestes fazem referência a justiça imputada pela obra consumada. O resultado é que a Igreja se apresenta diante de Cristo, “gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e sem mancha.” (Efésios.5:25-27), pois descansa na Obra Consumada e na justiça imputada em Cristo.

“Eles lavaram suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro.”  (Apocalipse 7:14)

Situacionalmente, porém, as vestes fazem referência ao caráter pessoal. Durante nossa peregrinação neste mundo, precisamos “lavar os pés” (João 13:10a,b; Tito 3:5), pois assim como aconteceu com o sumo sacerdote Josué (Zacarias 3:3-5), em nossa caminhada, podemos ser contaminados pelas atividades carnais do mundo (Tiago 1:27, Judas 23), pelo que, temos diariamente de nos despojarmos dos trapos dos velhos hábitos, renovar nossas mentes pela Palavra (Romanos 12:2) e nos revestir do novo homem “criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (Efésios 4:22-24), esse novo homem é Jesus Cristo (Romanos 13:14), de Quem temos que, continuamente nos revestir pela obediência e poder do Espírito, para vencer as concupiscências da carne.

Então, diante dessa decisão pessoal pela Pessoa e pela Obra de Jesus Cristo, “caminharão de branco comigo”, caminhar juntos fala de comunhão e o branco fala de separação para o serviço e santidade, pois o branco também é a cor da santidade (Daniel 7:9; Apocalipse 20:11).

Por causa de sua recusa em contaminar suas vestes enquanto sob a pressão daquela igreja para fazê-lo, Cristo substituirá suas vestes limpas preservadas humanamente por aquelas que são divinamente puras, na glorificação.

O que Ele está dizendo é: Já que você tem uma medida de santidade e pureza agora, vou lhe dar santidade e pureza perfeitas no futuro.

“O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” (Apocalipse 3:5,6)

Nas Escrituras, o manto do santo pode ser uma expressão do próprio serviço e caráter do santo. Em Apocalipse 19:8b é dito que suas vestes brancas são “os atos de justiça dos santos” - não a justiça de Deus, mas a justiça dos santos. Isso quer dizer que a fidelidade de caráter e de serviço logo terá sua manifestação externa. 

As vestimentas brancas nas Escrituras denotam (1) festividade; (2) vitória; (3) pureza; (4) o estado celestial. O pensamento parece ser que a justiça dos santos concedida na forma de uma vestimenta é um símbolo de sua aceitabilidade a Deus e do reconhecimento divino de seu ofício e ministério como sacerdotes de Deus. Eles não contaminaram suas vestes como outros fizeram em Sardes, e agora a eles é prometido que no futuro eles terão as vestes brancas celestiais e caminharão com Cristo porque eles são julgados como “dignos”.

A promessa ao vencedor fala de um outro nível de cobertura ou vestimenta: fala de glorificação (Daniel 12:3; Mateus 13:43; Romanos 8:19,23; 1 Coríntios 15:40-44; Filipenses 3:21), é algo futuro, para acontecer na Eternidade.

E, já que os cidadãos de Sardes eram tão preocupados com a questão do nome e da reputação, Cristo lhes promete algo que realmente era de grande valor: a certeza de ter o nome escrito no Livro da Vida e, uma distinção pública, ao ter o nome declarado diante de Deus e dos céus!

Ele diz: “e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida”. Diante de tal declaração muitos perguntam: "Isso significa que Deus pode apagar meu nome do livro da vida?" O versículo diz: “de modo nenhum apagarei”. O que faria alguém pensar que Ele poderia, quando simplesmente disse que não o faria? Como você pode transformar uma promessa em uma ameaça? Como se significasse que Deus coloque nomes e os tire ao acaso...

Em Êxodo 32:33, o Senhor disse a Moisés: “Quem pecou contra mim, eu o apagarei do meu livro”. É uma contradição? A questão é que Êxodo não diz que é o Livro da Vida. Esse versículo se refere a uma morte prematura. Isso é tudo que Ele está dizendo. Vou tirá-los do mundo, vou tirá-los do livro dos vivos. Não é o livro dos redimidos. Deus tirará a vida de alguém, Ele tirará sua vida, mas nunca tirará sua salvação.

Deus pode tirar sua vida pelo pecado (1 Coríntios 11:30), mas Ele nunca tirará sua salvação (Romanos 8:38,39; Hebreus 13:5b, Romanos 11:29). Fomos escolhidos Nele antes do mundo começar (Efésios 1:4).

Creio que um outro motivo pelo qual o Senhor traz a questão de riscar o nome do Livro da Vida, é porque as Escrituras insinuam que todos os nomes de todos os seres humanos, eleitos e preteridos, a priori, têm os nomes escritos no Livro da Vida, mas à medida que terminam a suas existências nesta vida sem aceitarem a obra consumada a seu favor, seus nomes vão sendo riscados (João 3:18; 5:40; 16:9).

O Livro da Vida não é o o rol daqueles que são salvos, mas antes uma lista daqueles por quem Cristo morreu, ou seja, toda a humanidade que possuiu vida física (João 1:29; 6:33; 12:32; Romanos 5:18; 8:21; 2 Coríntios 5:14; Colossenses 1:20; 1 Timóteo 2:6; 4:10; Tito 2:11; 3:4b; Hebreus 2:9; 2 Pedro 2:1; 1 João 2:2). À medida que atingem a maturidade e enfrentam a responsabilidade de aceitar ou rejeitar a Cristo, seus nomes serão apagados se não receberem Jesus Cristo como Salvador; ao passo que aqueles que aceitam a Cristo como Salvador são confirmados em sua posição no Livro da Vida, e seus nomes são confessados ​​perante o Pai e os anjos celestiais. 

Tanto é que no Julgamento do Grande Trono Branco (Apocalipse 20:11-15) uma verificação, final e definitivamente comprobatória da condenação, é feita APÓS o peso da sentença ser determinado segundo as obras discriminadas "nos livros", e antes que se seja definitivamente lançado no lago de fogo: "Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto...E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo." (Apocalipse 20:12c,15)

Sardes era composta, em sua maioria, por não regenerados, o que levaria, inexoravelmente, a eliminação de seus nomes do Livro da Vida, caso eles morressem sem ter recebido a salvação.

Daí que essa promessa ("de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida" que é algo certo e garantido aos salvos) ao final da carta é como que um alerta e um convite: "venham, recebam a vida em Cristo, afim de terdes a garantia de que seus nomes não serão riscados"

Os zumbis espiritualmente mortos brincando de igreja precisavam ouvir a advertência de Cristo sobre o julgamento iminente. Os crentes indiferentes precisavam acordar antes que fosse tarde demais para salvar sua igreja. E os poucos fiéis podiam se consolar com o conhecimento de que sua salvação estava eternamente segura.

"ao vencedor"

O nascido de novo é declarado "mais do que vencedor" por estar em Cristo ("por meio Daquele que nos amou" - Romanos 8:37), pois Cristo é mais do que vencedor, por ter vencido a morte (1 Coríntios 15:55; Apocalipse 1:18; Atos 2:24), o mundo (João 16:33) e o diabo (1 João 3:8b; Hebreus 2:15b; Marcos 3:27; João 12:31; Colossenses 2:15).

No contexto das sete cartas, é declarado vencedoraquele que atende o chamado ao arrependimento que é feito em cada situação específica de cada igreja em específico, assim:

Em Sardes é declarado vencedor (no caso dos mortos, os não regenerados) aquele que é revivificado pela Palavra e pelo Espírito, ou seja, aquele que nasce de novo. “Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus.” (1 João 5: 5)

E, no caso do restante (os regenerados, que não tem as suas vestes contaminadas), aqueles que continuarem mantendo a sua dignidade, ou seja, se mantiverem em santificação.

Esse remanescente do remanescente é que será a semente que germinará no próximo momento dispensacional, Filadélfia. Pois a inquietação divina gerada no íntimo de quem conhece a verdade absoluta da justiça imputada como fruto da obra consumada, impele a querer compartilhar, e o resultado e o testemunho e o evangelismo missionário que se seguiu.

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