quinta-feira, 14 de julho de 2022

Apocalipse 11 - Primeira apresentação dos personagens tribulacionais: As 2 testemunhas mártires (Parte 1 - Os adoradores)

👉 Foi-me dado um caniço semelhante a uma vara, e também me foi dito: Dispõe-te e mede o santuário de Deus, o seu altar e os que naquele adoram; (Apocalipse 11:1)

João é instruído a "medir" três coisas: (1) o templo de Deus; (2) o altar; e 3) aqueles que adoram lá.

O templo e o altar devem ser medidos literalmente, ao passo que os adoradores devem ser avaliados do ponto de vista espiritual.

O ato de medir indica uma separação entre uma porção que Deus reconhece (o templo, altar e adoradores) e uma porção que ele rejeita (o átrio externo, que será pisado pelos gentios), assim como era no VT, quando existia um muro de separação, que discriminava os judeus dos gentios.

A tribulação é um período que tem as características da Velha Aliança, como que um “resíduo’ do período da Lei, no qual os judeus ainda se encontram, por terem rejeitado o Cristo em Sua primeira vinda. Tanto é que vemos o retorno do muro de separação entre judeus e gentios no templo, Jesus advertindo sobre a fuga no sábado, a pregação das duas testemunhas mártires ao estilo dos profetas do VT, e outros detalhes mais que podem ser observados nas passagens proféticas.

Os versos 1 e 2 indicam que haverá uma distinção entre judeu e gentio neste período. Os dois templos judeus anteriores foram divididos em quatro áreas: na primeira, o próprio santuário, que apenas os sacerdotes (nem mesmo Levitas) podiam entrar (isso é chamado de templo de Deus); a segunda, a área em que os homens de Israel podiam entrar (isso incluía o altar); a terceira, o tribunal das mulheres, em que as mulheres israelitas adoravam a Deus; e, finalmente, a quarta área, onde ficava o tribunal dos gentios. Entre a terceira e a quarta áreas existia um muro com um aviso de pena de morte para o gentio que invadisse a área judaica.

A instrução é para medir os três primeiros, simbolizando assim o interesse de Deus e a proteção da nação judaica (o capítulo 12 confirma isso, pois descreve a proteção divina simbolizada aqui.)

Medir

Na visão de Ezequiel da casa do Senhor, um mensageiro angelical mede o Templo Milenar usando uma vara de medição (Ezequiel 40:2...). A Ezequiel é dito para "olhar com o seus olhos e ouvir com os seus ouvidos, e fixar sua mente em tudo que eu te mostrar, pois você foi trazido aqui para que eu pudesse mostrar a você e declarar à casa de Israel tudo o que você vê.” (Ez 40:4-5). As medições foram feitas de ambos os templos e da área comum (Ez 42:15-20).

De forma similar, Zacarias vê um “homem com uma linha de medição em sua mão” (Zc 2:1) que mede as dimensões de Jerusalém. A medição testemunha seu imenso perímetro em um futuro tempo de bênção no Milênio. (Zc 2: 4-5).

Medir na Bíblia (além da óbvia medição física) tem o significado de AVALIAÇÃO ESPIRITUAL.

Jerusalém passa por essa avaliação em pelo menos 3 circunstâncias: na época de Zacarias, no futuro Milênio e aqui na Tribulação, quando a João é dada a ordem de "medir (avaliar) os adoradores.

Da mesma forma, em outras passagens, Sodoma foi “medida” e destruída, por causa de suas péssimas condições de injustiça; Belsazar foi “medido e pesado” e achado em falta, como consequência, foi morto na mesma noite; a geração de Jesus foi “medida” e declarada uma “geração má e adúltera”, e perdeu a oportunidade da visitação do Messias; na tribulação Jerusalém (representada pelo templo, o altar e os adoradores judeus) é “medida” e classificada como Sodoma e Egito.

O Templo ou Santuário da Tribulação

Várias passagens das Escrituras indicam que as atividades do Anticristo envolvem um futuro templo judaico, também chamado de o terceiro templo:

Daniel 9:27 - O príncipe que há de vir confirma uma aliança durante última semana de Daniel e, no meio da semana, ele “fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares”. Isso requer um Templo preexistente no qual o sacrifício e a oferta estavam ocorrendo.

Daniel 12:11 - O sacrifício diário será retirado e a abominação desoladora será posta (um ídolo, provavelmente a imagem da besta – Apocalipse 13:14,15). O contexto indica que isso ocorrerá durante um "tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo” (Daniel 12:1), que corresponde ao período tribulacional, então, este Templo (cujos sacrifícios serão interrompidos) será erguido, no mais tardar, até um pouco antes da metade da semana.

Mateus 24:15 - Jesus predisse que “o abominável da desolação” será posto "no lugar sagrado". Isso se refere a uma localização dentro do Templo, que então, tem que existir no futuro.

2 tessalonicenses 2: 4 - Paulo indicou que um dos atos do homem do pecado seria levantar-se e opor-se "contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus”. Então, tem que existir um Templo, o qual ele possa invadir para fazer a sua reivindicação e, posteriormente lá deixar a sua estátua representativa.

Revelação 11:1 - João é instruído a medir “o santuário de Deus, o seu altar e os que naquele adoram”.

 O contexto é durante a Tribulação, antes do retorno de Cristo.

 

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