👉 mas deixa de parte o átrio exterior do santuário e não o meças, porque foi ele dado aos gentios; estes, por quarenta e dois meses, calcarão aos pés a cidade santa. (Apocalipse 11:2)
♦ Como sabemos que a duração da tribulação será de 7 anos?
A profecia que serve de base para esse cálculo se encontra em Daniel 9:27: “Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.”
Como é sabido pelos estudantes da escatologia, a palavra hebraica shabua (traduzida “semana”) nesta profecia, significa “um grupo de sete”.
Então, o que a profecia diz é que Deus separou da história, um período de tempo composto por 70 grupos de sete (no caso, anos; pois dias ou semanas seria pouco tempo para englobar os acontecimentos previstos, e séculos ou milênios, seria tempo demais...), para que o sêxtuplo propósito divino (descrito no verso 24) para com a nação de Israel, seja alcançado, e que se resume em dar a salvação a nação e dar cumprimento a tudo o que ainda aguarda para se cumprir.
É sabido também, pela história, que a ordem para edificar Jerusalém já foi dada, e que a reconstrução se deu “em tempos angustiosos”, como bem retrata o livro de Neemias.
Igualmente, pela história, é sabido que o Messias já veio, e que foi morto sem ter recebido tudo aquilo que ele tinha por direito.
Então, a profecia anuncia um pacto entre um príncipe que procede do povo que destruiu Jerusalém (o povo romano, no caso) e muitos do povo judeu, pelo período de uma semana (7 anos).
Como a história não tem registro de um pacto deste tipo, e, muito menos da cessação de sacrifícios e ofertas, em um templo que já não mais existe, a conclusão a que se chega é que esta semana (um período de 7 anos) ainda é futura e aguarda cumprimento profético.
O ponto mais importante desta profecia que ainda é futura, é que “na metade da semana” o príncipe que há de vir para fazer um pacto com muitos de Israel, quebra esse pacto e estabelece uma abominação que traz assolações sobre o povo de Daniel.
Daniel retorna a este detalhe profético em 12:11a: “Depois do tempo em que o sacrifício diário for tirado, e posta a abominação desoladora”, onde ele nomeia este evento divisor, que separa a primeira metade da segunda metade da semana de “ABOMINAÇÃO DESOLADORA”. *
* [Nas Escrituras, ABOMINAÇÃO é um termo que é usado para descrever o sentimento que Deus tem pela idolatria, e equivale a um ídolo:
-
“As imagens de escultura de seus deuses queimarás; a prata e o ouro que
estão sobre elas não cobiçarás, nem os tomarás para ti, para que te não enlaces
neles; pois são abominação ao Senhor, teu Deus.” (Deuteronômio
7:25)
-
“Salomão seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e a Milcom, abominação
dos amonitas...Nesse tempo, edificou Salomão um santuário a Quemos, abominação
de Moabe, sobre o monte fronteiro a Jerusalém, e a Moloque, abominação
dos filhos de Amom.” (1 Reis 11:5,7)
- “O
rei (Josias) profanou também os altos que estavam defronte de Jerusalém, à mão
direita do monte da Destruição, os quais edificara Salomão, rei de Israel, para
Astarote, abominação dos sidônios, e para Quemos, abominação dos
moabitas, e para Milcom, abominação dos filhos de Amom.” (2 Reis 23:13)
-
“Nenhum deles cai em si, já não há conhecimento nem compreensão para dizer:
Metade queimei e cozi pão sobre as suas brasas, assei sobre elas carne e a
comi; e faria eu do resto uma abominação? Ajoelhar-me-ia eu diante de um
pedaço de árvore?” (Isaías 44:19)
-
“levantar os olhos para os ídolos, cometer abominação” (Ezequiel
18:12)
O Senhor Jesus Cristo faz alusão a esta profecia em Seu sermão profético, no qual Ele fala sobre os últimos dias finais antes de Sua volta:
Jesus Cristo assinala essa segunda metade da semana como um período de grande tribulação e perseguição ao povo judeu.
É assim, pois que identificamos o período tribulacional como um período que tem a duração de um grupo de sete anos, divididos em dois períodos de 3 anos e meio.
As profecias bíblicas apresentam alguns outros textos em que essas duas frações de 3 anos e meio são citadas:
* Primeira metade da semana:
“Darei às minhas duas testemunhas que profetizem por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco.” (Apocalipse 11:3)
“A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias.” (Apocalipse 12:6)
“e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente.” (Apocalipse 12:14)
Nesta primeira metade da semana Israel (a mulher que deu a luz a Cristo – Romanos 9:5) está protegida dos ataques do Dragão (que ainda se encontra nos ares, pois ele é jogado a terra por Miguel na metade da semana), pois, como disse o Senhor, o tempo de angústia e perseguição da nação foi abreviado de 7 para 3 anos e meio “por causa dos escolhidos” (Mateus 24:21,22).
É um período em que Deus está dando oportunidade para arrependimento e salvação, pois nele as duas testemunhas estarão testemunhando a respeito de Jesus Cristo para a nação de Israel e o mundo, a partir de Jerusalém.
* Segunda metade da semana:
“mas deixa de parte o átrio exterior do santuário e não o meças, porque foi ele dado aos gentios; estes, por quarenta e dois meses, calcarão aos pés a cidade santa.” (Apocalipse 11:2)
“Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir por quarenta e dois meses;” (Apocalipse 13:5)
“Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo.” (Daniel 7:25)
“Ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, quando levantou a mão direita e a esquerda ao céu e jurou, por aquele que vive eternamente, que isso (essas maravilhas: a ressurreição do pó da terra e a glorificação dos inscritos no livro) seria depois de um tempo, dois tempos e metade de um tempo. E, quando se acabar a destruição do poder do povo santo, estas coisas todas se cumprirão.” (Daniel 12:7)
Nesta segunda metade da semana o restante da descendência da mulher será perseguida e morta (conforme Daniel 7:21,25; 11:35; 12:1; Mateus 24:21; Apocalipse 6:10,11; 13:7; 16:6; 17:6; 18:24; 20:4b), período esse em que a besta receberá de Deus permissão para agir bem sucedidamente, e, em que aos gentios será permitido “calcar aos pés a cidade santa”, estes são “os tempos dos gentios” (Lucas 21:24), quando os poderes mundiais recebem “prolongação de vida por um prazo e um tempo” (Daniel 7:12).
É interessante observar ainda que Daniel faz duas observações a respeito de um prolongamento da segunda metade da semana:
“Depois do tempo em que o sacrifício diário for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá ainda mil duzentos e noventa dias. Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias.” (Daniel 12:11,12)
Quando a abominação desoladora é posta, na metade da semana, se inicia a contagem da segunda metade, que são 1.260 dias; então, temos um acréscimo inicial de 30 dias (1.260+30=1.290), e depois de mais 45 dias (1.290+45=1.335).
Qual seria o propósito desses acréscimos?
Sabemos, pelas profecias, que após o retorno do Senhor (que será “logo em seguida à tribulação daqueles dias” - Mateus 24:29), alguns eventos de transição e de preparação *, acontecerão entre o fim da tribulação e o estabelecimento do governo messiânico:
* [É o ‘serviço de limpeza’ pós-tribulacional, promovido pelo Espírito: “Quando estava olhando, uma pedra foi cortada sem auxílio de mãos, feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou. Então, foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a palha das eiras no estio, e o vento os levou, e deles não se viram mais vestígios. Mas a pedra que feriu a estátua se tornou em grande montanha, que encheu toda a terra.” - Daniel 2:34,35]
1 - O aprisionamento, julgamento e condenação das bestas:
“Mas a besta foi aprisionada (poiêsas = agarrada e aprisionada a força, com violência, devido a resistência), e com ela o falso profeta que, com os sinais feitos diante dela, seduziu aqueles que receberam a marca da besta e eram os adoradores da sua imagem. Os dois foram lançados vivos dentro do lago de fogo que arde com enxofre.” (Apocalipse 19:20);
“a quem o Senhor Jesus matará (anaireo = remover a força, retirar com violência) com o sopro de sua boca (pela Palavra, ou seja, Cristo vai dar voz de prisão, e ordenará o aprisionamento para julgamento) e o destruirá (katargeo = tornar ineficaz; anular; tornar impotente; pois com seu aprisionamento a besta será impedida de continuar agindo) pela manifestação de sua vinda. (o retorno de Cristo determina o fim da permissão para as das ações da besta *)” (2 Tessalonicenses 2:8);
* [“prevalecia...até que veio” (Daniel 7:21b, 22a); “até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.” (Daniel 9:27b); “mas chegará ao seu fim, e não haverá quem o socorra.” (Daniel 11:45b).]
“Mas, depois, se assentará o tribunal (será uma espécie de “tribunal de Nuremberg” pós tribulacional) para lhe tirar o domínio, para o destruir e o consumir até ao fim.” (Daniel 7:26)
2 - O ajuntamento de todos os judeus espalhados pelo mundo e seu julgamento seletivo para determinar quem entrará no reino messiânico:
“Logo em seguida à tribulação daqueles dias...verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.” (Mateus 24:29-31; Isaías 11:12; 43:5,6; Jeremias 23:3; 30:10; 31:10; Ezequiel 34:11-16; Amós 9:14)
“Quanto
a vós outras, ó ovelhas minhas, assim diz o Senhor Deus: Eis que julgarei
entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e bodes.” (Ezequiel
34:17-31)
3 - A reunião de todas as nações do mundo e seu julgamento seletivo para determinar quem entrará no reino messiânico:
“Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória;
e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos
outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas;” (Mateus
25:31,32)
4 - A ressurreição dos santos de todas as épocas e seu galardoamento e sua entrada e participação do reino messiânico:
As Escrituras declaram que a “ressurreição dos justos” (Lucas 14:14) ou “da vida” (João 5:29a) ou “para a vida eterna” (Daniel 12:a) ou ainda, “a primeira” e bem aventurada ressurreição (Apocalipse 20:5b,6), se dará “no último dia” (João 6:39b, 40b, 44b, 54b; 11:24), na segunda vinda do Senhor:
“Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo. Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda.” (1 Coríntios 15:22,23)
Nesta ocasião serão ressuscitados TODOS os santos de todas as épocas, inclusive os mártires tribulacionais (exceto os da Igreja, que já se encontram ressurretos e/ou transformados há 7 anos, desde antes da tribulação), para que recebam os galardões por seus ministérios pessoais e, para então, participarem do Reino Messiânico e depois da Eternidade bendita na Nova Jerusalém (“os espíritos dos justos aperfeiçoados” - Hebreus 12:23):
“Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim.” (Jó 19:26,27)
“Pois não deixarás a minha alma na morte” (Salmos 16:10ª)
“Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a tua semelhança.” (Salmos 17:15)
“Tu, porém, segue o teu caminho até ao fim; pois descansarás e, ao fim dos dias, te levantarás para receber a tua herança.” (Daniel 12:13)
“Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus.” (Mateus 8:11)
“E, quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? Ele não é Deus de mortos, e sim de vivos.” (Mateus 22:31,32)
“e veio...o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e o tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes,” (Apocalipse 11:18)
“Então, ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham.” (Apocalipse 14:13)
“Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.” (Apocalipse 20:4)
“Suscitarei para elas um só pastor, e ele as apascentará; o meu servo Davi é que as apascentará; ele lhes servirá de pastor. Eu, o Senhor, lhes serei por Deus, e o meu servo Davi será príncipe no meio delas; eu, o Senhor, o disse.” (Ezequiel 34:23,24; 37:24a, 25b; Oséias 3:4,5; Jeremias 30:9; Isaías 55:4) *
* Muitos são contra a interpretação de que o Davi histórico reinará literalmente no milênio. Alegam que este Davi é o Senhor Jesus Cristo. Mas, três passagens da Palavra de Deus demonstram que este das profecias é o Davi histórico:
1)
Ezequiel 45.22 – O príncipe nesta passagem oferece a si mesmo oferta pelo
pecado. Cristo não pode oferecer sacrifício por seu próprio pecado, pois Ele
nunca cometeu pecado.
2)
Ezequiel 46.2 – O príncipe está comprometido em atos de adoração. O Senhor
Jesus Cristo recebe adoração no Milênio, mas não presta atos de adoração.
3)
Ezequiel 46.16 – O príncipe tem filhos e divide sua herança com eles. Isso
nunca poderia acontecer com Jesus Cristo.
“e habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre” (Salmos 23:6b)
5 - A construção e inauguração do Templo do Milênio:
“E dize-lhe: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar e edificará o templo do Senhor. Ele mesmo edificará o templo do Senhor e será revestido de glória; assentar-se-á no seu trono, e dominará, e será sacerdote no seu trono; e reinará perfeita união entre ambos os ofícios.” (Zacarias 6:12,13)
“Também os levarei ao meu santo monte, e os alegrarei na minha casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar; porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos.” (Isaías 56:7)
“Farei com eles aliança de paz; será aliança perpétua. Estabelecê-los-ei, e os multiplicarei, e porei o meu santuário no meio deles, para sempre. O meu tabernáculo estará com eles; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. As nações saberão que eu sou o Senhor que santifico a Israel, quando o meu santuário estiver para sempre no meio deles.” (Ezequiel 37:26-28)
“a região sagrada e o santuário do templo estarão no meio” (Ezequiel 48:21) *Este é apenas um dos 214 versículos da passagem de Ezequiel 40:1 a 47:12 que descrevem pormenorizadamente o templo que será construído para a adoração no Milênio!!!
Com relação a bem-aventurança expressa em Daniel 12:12 (“Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias.”), cremos que isso se refere ao momento em que o Reino Messiânico será oficialmente inaugurado, e do qual participarão os bem aventurados que perseveraram até chegar lá:
“Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.” (Mateus 24:13)
“Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai. Se alguém matar à espada, necessário é que seja morto à espada. Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos.” (Apocalipse 13:10)
“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” (Apocalipse 14:12)
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