Temos visto que Gaio (a quem João dirige a sua terceira epístola) era um cristão exemplar, amoroso e hospitaleiro, a ponto de ser conhecido pela comunidade como Gaio, o amado.
E João o estimula a continuar assim: "Amado, procedes fielmente naquilo que praticas para com os irmãos, e isto fazes mesmo quando são estranhos." (3 João 1:5)
Não importa se o irmão é um desconhecido, a união pela Verdade cria o elo e o compromisso de amar e servir.
Gaio abriu suas portas porque, apesar de estranhos, eram fiéis a Verdade. E o testemunho do seu amor e serviço chegava a igreja, e chegou a João: "os quais, perante a igreja, deram testemunho do teu amor" (3 João 1:6a)
João faz elogios e estimula Gaio a continuar a fazer o que está fazendo, mas também dá um conselho, pois com Deus sempre existe espaço para aprimorar e crescer (Provérbios 4:18; 2 Coríntios 3:18; 1 Tessalonicenses 4:1): "Bem farás encaminhando-os em sua jornada por modo digno de Deus" (3 João 1:6b)
O que João está dizendo a Gaio?
"Você fez tudo direitinho, foi fiel aos irmãos, mesmo sendo estranhos, e o testemunho foi bom, mas...isso ainda não é tudo...melhor ainda podes fazer se ao despedires der suporte para a próxima etapa de suas jornadas, ou seja, provisões ou até dinheiro...conclua o bom trabalho."
E João não está sugerindo uma ajuda qualquer, é por modo digno de Deus. O padrão aqui é alto: trate-os da maneira como você sabe que Deus mesmo os trataria, de forma generosa.
Qual é a forma que Deus dá:
"dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão" (Lucas 6:38a)
"segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência" (Efésios 1:7,8)
"que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador" (Tito 3:6)
Ou seja, tudo o que eles precisassem, e mais!
Se você não pode ser um missionário, dê generoso suporte aqueles que são! e no julgamento galardoador das nossas obras (Tribunal de Cristo) você será premiado como se houvera sido. (Mateus 10:40; Lucas 16:9; Mateus 6:19,20)
Por que esses pregadores itinerantes deveriam ser objeto de tanta generosidade? "pois por causa do Nome foi que saíram" (3 João 1:7a) - a causa e a motivação mais nobre que pode existir em uma empreitada.
Mas tem outra razão: "nada recebendo dos gentios" (3 João 1:7b), íntegros que eram, esses irmãos contavam apenas com o suporte da igreja, não pediam e nem esperavam nada que viesse das mãos dos incrédulos, as duas coisas não podem se misturar, não existe comunhão (ofertar é uma expressão de comunhão - koinonia), "que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade?" (2 Coríntios 6:14,15) mesmo porque o mundo que jaz na mentira e é governado pelo pai da mentira nunca dará suporte legítimo e aceitável para a propagação da verdade, e se o fizer, não aceite.
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